Descrição: Entenda como funciona a aplicação automática Itaú, o que muda na rentabilidade em 2026 e por que esse tipo de investimento pode não ser tão vantajoso assim.
Quem tem conta em banco tradicional ou fintech provavelmente já ouviu falar — mesmo sem perceber — da chamada aplicação automática Itaú. Em outros bancos ela aparece com nomes diferentes, tipo “saldo investido”, “dinheiro aplicado automaticamente” ou algo parecido. Mas no fundo, quase sempre é a mesma coisa: um CDB que investe o dinheiro parado na conta de forma automática, com resgate imediato.
Na teoria, parece ótimo. O saldo não fica totalmente parado e ainda rende alguma coisa. Na prática… nem sempre é tão vantajoso assim, e a mudança recente anunciada pelo Itaú só reforça isso.
O que é, afinal, a aplicação automática?
A aplicação automática funciona como um investimento invisível. O dinheiro que sobra na conta corrente é aplicado automaticamente em um CDB diário, e você pode usar esse valor a qualquer momento, sem precisar pedir resgate nem esperar prazo. Pagou um boleto? O banco puxa dali. Fez um Pix? Mesma coisa.
Isso dá uma sensação de comodidade enorme. E é exatamente por isso que esse produto é tão interessante para os bancos.
Para as instituições financeiras, esse dinheiro aplicado conta como recurso captado, ajuda a aumentar a base para empréstimos e ainda reduz o impacto dos depósitos compulsórios exigidos pelo Banco Central. Ou seja, o banco ganha dos dois lados.
Já o cliente… muitas vezes esquece que aquele dinheiro poderia estar rendendo bem mais em outro lugar. Eu mesmo já deixei valores ali por pura falta de atenção, achando que “depois eu vejo isso”.
Por que a aplicação automática Itaú rende tão pouco?
O grande problema da aplicação automática Itaú (e de produtos semelhantes) é a rentabilidade baixa, principalmente nos primeiros meses. Como é um investimento pensado para uso rápido, o banco paga percentuais muito reduzidos do CDI no começo.
E agora isso vai piorar.
Nos últimos dias, clientes receberam uma comunicação oficial informando mudanças importantes na regra de remuneração. A nova tabela entra em vigor em 20 de fevereiro de 2026. Até lá, vale a regra atual.
Nova rentabilidade da aplicação automática Itaú
Com as novas regras, o rendimento ficará assim:
- Até 89 dias: 2% do CDI
- De 90 a 179 dias: 5% do CDI
- De 180 a 359 dias: 10% do CDI
- De 360 a 539 dias: 60% do CDI
- De 540 a 1.800 dias: 100% do CDI
Perceba que durante praticamente todo o primeiro ano o rendimento é bem baixo. Em alguns períodos, chega a ser quase simbólico. Pra quem acha que está “investindo”, isso pode ser meio frustrante.
Como funciona hoje (antes da mudança)
Atualmente, a aplicação automática Itaú segue esta tabela:
- De 1 a 29 dias: 2% do CDI
- De 30 a 89 dias: 10% do CDI
- De 90 a 119 dias: 20% do CDI
- De 120 a 359 dias: 30% do CDI
- De 360 a 719 dias: 60% do CDI
- Acima de 719 dias: 100% do CDI
Não é nenhuma maravilha, mas ainda é menos pior do que a nova regra, principalmente no curto prazo. Dá pra notar que o primeiro ano inteiro vai ficar mais fraco em termos de retorno.
Na prática, o que realmente muda?
O principal impacto está no curto e médio prazo. A aplicação automática é usada justamente para dinheiro que entra e sai com frequência. Então, quando você reduz ainda mais o rendimento nesse período inicial, o produto perde bastante atratividade.
Mesmo com a redução do tempo necessário para chegar a 100% do CDI, isso não compensa. Pouca gente deixa dinheiro parado por mais de 540 dias em uma aplicação que deveria ser “de passagem”.
Na minha visão, é uma piora clara. E não só no Itaú. Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado bancário.
O que fazer com o dinheiro da conta?
Não dá pra ignorar o próprio dinheiro. A comodidade custa caro, mesmo que esse custo não apareça claramente no extrato.
Algumas alternativas mais inteligentes incluem:
- Manter apenas o valor necessário para o dia a dia na aplicação automática
- Usar CDBs com liquidez diária que paguem 100% do CDI ou mais
- Avaliar fundos de renda fixa simples, com resgate automático
- Separar valores maiores para investimentos com prazo e rendimento melhores
O maior erro — e os bancos adoram quando isso acontece — é deixar grandes quantias por anos na aplicação automática Itaú, achando que está tudo bem porque “rende todo dia”.
Links úteis para aprofundar
- Link interno sugerido: Melhores CDBs com liquidez diária em 2026
- Link interno sugerido: Vale a pena investir em CDB ou fundo DI?
- Referência externa: conteúdos educativos do Banco Central sobre investimentos de baixo risco
Conclusão
A aplicação automática Itaú não é exatamente um vilão, mas também está longe de ser uma boa solução para quem quer rentabilidade. Ela serve para facilitar a vida, não para fazer o dinheiro crescer de verdade.
Acompanhar essas mudanças e ajustar a forma como você distribui seu saldo pode parecer detalhe pequeno, mas no longo prazo faz muita diferença. As vezes a gente perde dinheiro sem nem perceber, só por deixar tudo no automático.
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