Descrição: Descubra se o Bradesco American Express The Centurion Card vale a pena em compras internacionais e como a pontuação pode compensar IOF e spread.
Fazer compras internacionais nunca foi tão comum. Seja para pagar um hotel fora do Brasil, assinar um serviço em dólar ou aproveitar uma promoção em site estrangeiro, a verdade é que muita gente já se acostumou com esse tipo de transação. Mas o que nem todo mundo para pra analisar com calma são os custos que ficam escondidos no meio do caminho.
Quando falamos em compras internacionais, é impossível ignorar três pontos principais: IOF, spread cambial e o retorno em pontos ou milhas. E é exatamente nesse contexto que entra o Bradesco American Express The Centurion Card, emitido pelo Banco Bradesco. Apesar de ser um dos cartões mais exclusivos do Brasil, ele não oferece nenhuma condição diferenciada em relação ao IOF ou ao spread. Ou seja, nesse aspecto, o cliente paga como qualquer outro cartão premium.
E aqui muita gente já começa a questionar se realmente vale a pena.
Mas o jogo muda completamente quando analisamos a pontuação.
A cada dólar gasto em compras internacionais, o Centurion gera 7 pontos por dólar na Livelo. Pode até parecer parecido com outros cartões de alta renda, mas o diferencial não está apenas na quantidade — e sim na qualidade desses pontos.
Os pontos são creditados em uma área exclusiva da Livelo e contam com paridade 1:1 para programas internacionais. Isso significa que não há deságio na transferência para parceiros como o ALL – Accor Live Limitless, o MileagePlus ou o Iberia Club.
Na prática, isso faz uma diferença enorme. Porque enquanto outros cartões perdem valor na conversão, aqui o poder de troca se mantem praticamente intacto. E é exatamente esse detalhe que pesa no cálculo final.
Para deixar mais claro, vamos imaginar um gasto de US$ 10 mil em compras internacionais.
No caso do CAIXA Econômica Federal, com o cartão CAIXA Ícone Visa Infinite, o custo total da operação gira em torno de R$ 52.000. Mesmo com IOF zerado, o spread fica em aproximadamente R$ 2.080. O retorno estimado em milhas reduz cerca de R$ 1.920, levando o custo final para algo próximo de R$ 52.160. O valor médio do milheiro considerado é de R$ 32.
Já no Centurion, o custo total também parte de R$ 52.000. O IOF fica em torno de R$ 1.820 e o spread chega a R$ 2.860. A primeira vista parece pior, certo? Só que o milesback estimado chega a aproximadamente R$ 6.650. Com isso, o custo final cai para algo perto de R$ 50.030. Considerando um valor médio de R$ 95 por milheiro.
E aqui entra um ponto importante: esse valor pode variar bastante. No ALL, por exemplo, 1.000 pontos podem representar algo próximo de R$ 120 em hospedagens. Já em uma transferência para o Iberia Club, o retorno pode ser menor, ficando mais perto de R$ 50. Por isso foi usada uma média de R$ 95 na simulação, para manter uma projeção mais equilibrada.
Na minha opinião, o grande diferencial do Bradesco American Express The Centurion Card em compras internacionais não está na economia imediata, mas no retorno estratégico. Quem sabe usar milhas, acompanhar promoções e transferências bonificadas consegue extrair muito mais valor. Mas, claro, isso exige paciencia, organização e um pouco de estudo.
Não adianta acumular pontos e transferir de qualquer jeito. Já vi gente perder oportunidades ótimas por falta de planejamento. E isso acaba anulando parte da vantagem.
O CAIXA Ícone, por outro lado, não é uma opção ruim. Muito pelo contrário. Em campanhas específicas — como as promoções de aniversário que costumam acontecer em janeiro — o retorno pode melhorar bastante. O problema é que essas campanhas têm ficado mais restritas e menos previsiveis, o que dificulta o planejamento de longo prazo.
Quando falamos em compras internacionais, o erro mais comum é olhar apenas para o IOF. Só que o impacto real está no custo efetivo total depois de considerar o valor gerado pelos pontos. É uma conta que exige um pouco mais de atenção, mas que pode trazer uma economia relevante.
Se eu tivesse que resumir tudo em uma frase seria: não olhe apenas para o imposto, olhe para o retorno.
E agora eu quero saber sua opinião. Você prefere cashback direto na fatura ou aposta em milhas para tentar multiplicar o valor no futuro? Compartilhe este conteúdo com quem também faz muitas compras internacionais e deixe seu comentário contando sua experiência.