Descrição: Análise completa e atualizada do BRB DUX Visa Infinite, seus benefícios, crise recente e os principais cartões premium que competem no mesmo nível em 2026.
Falar sobre o BRB DUX Visa Infinite é, inevitavelmente, falar de um ponto de virada no mercado de cartões de crédito premium no Brasil. Não é exagero dizer que ele bagunçou o tabuleiro quando apareceu. Até então, os cartões de alta renda seguiam mais ou menos o mesmo roteiro: bons benefícios, visual elegante, promessas de status… mas nada que realmente empolgasse quem já entendia o jogo dos pontos, das salas VIP e da estratégia financeira por trás de um bom cartão.
O DUX surgiu em um momento curioso, durante a gestão de Márcio Recalde no BRB — hoje presidente da CAIXA Cartões — e veio com uma proposta bem direta: entregar muito, sem rodeios. Não era só mais um Visa Infinite bonito. Era um cartão pensado para quem realmente usa, compara e extrai valor real do plástico. E isso fez toda a diferença, mesmo que muita gente só tenha percebido depois.
Por que o BRB DUX Visa Infinite virou referência tão rápido
O que mais chamou atenção no BRB DUX Visa Infinite não foi apenas a lista de benefícios, mas o conjunto da obra. Ele criou desejo, mudou parâmetros e obrigou outros bancos a se mexerem. A régua subiu, simples assim. Quem analisava cartões com olhar mais técnico começou a usar o DUX como comparação padrão.
Na prática, ele entregava algo raro no Brasil: pontuação agressiva em compras nacionais, aliada a acessos amplos a salas VIP e uma estrutura premium de verdade. Não era marketing vazio. Funcionava no dia a dia, na fatura, nas viagens, no acúmulo de pontos.
E sim, ele virou assunto recorrente em fóruns, grupos fechados e conversas entre quem leva cartão de crédito a sério. Não por acaso, passou a ser tratado como um divisor de águas no segmento premium.
Quando o cartão deixa de ser teoria e vira uso real
Depois da aprovação, o DUX acabou virando meu cartão principal. E isso não aconteceu por impulso. Foi escolha racional mesmo. A combinação de 5 pontos por dólar em compras nacionais — algo quase inexistente no mercado brasileiro — com acessos ilimitados às salas VIP em três programas diferentes pesou bastante.
Alguns dos principais destaques que reforçaram essa decisão foram:
- Anuidade gratuita no primeiro ano (o que ajuda muito na fase de teste);
- 10 mil pontos bônus no programa Curtaí;
- 5 pontos por dólar em compras nacionais;
- 7 pontos por dólar em compras internacionais, mesmo com spread de 4%;
- Acesso ilimitado via Priority Pass, LoungeKey e Visa Airport Companion;
- Todos os benefícios clássicos do Visa Infinite.
No uso real, isso se traduz em menos dor de cabeça, mais retorno e uma sensação clara de estar usando um produto acima da média. Não é perfeito, claro, mas por um bom tempo foi difícil bater esse pacote.
2025: quando o BRB DUX Visa Infinite perdeu a unanimidade
O mercado não para. Em 2025, foram lançados nada menos que 24 novos cartões, muitos deles bem estruturados. E foi aí que o DUX deixou de ser unanimidade. A concorrência finalmente chegou com força.
O grande destaque do ano foi o CAIXA Ícone Visa Infinite, que curiosamente nasceu da mente do mesmo idealizador do DUX: Márcio Recalde. Ironicamente, ele acabou criando o principal concorrente do próprio “filho”.
Enquanto isso, o BRB não inovou. Clientes começaram a reclamar das promoções fracas do Curtaí, do assédio exagerado de gerentes pedindo mais investimentos e, em alguns casos, até de downgrades inesperados. Isso desgasta. E desgasta rapido.
A crise do BRB e os reflexos diretos no cartão DUX
É impossível ignorar o contexto. O BRB vive uma das piores crises da sua história recente, com afastamento de presidente e escândalos bilionários estampados quase diariamente nos portais de notícia. Mesmo com a proteção do FGC, o clima é de insegurança.
Como o BRB DUX Visa Infinite exige investimentos elevados, o impacto é direto. Benefícios robustos custam caro. E em cenários de instabilidade, ajustes costumam vir primeiro justamente nos produtos de alto custo operacional.
Historicamente, isso sempre aconteceu. Não é achismo. Cartões mais generosos são os primeiros a sofrer cortes quando a conta precisa fechar. Por isso, muita gente — eu incluso — começou a rever posição.
Hora de mudar: cartões no nível do BRB DUX Visa Infinite
Eu mudei. E não fui o único. Se você também está repensando sua estratégia, vale olhar para alternativas que realmente competem no mesmo patamar do BRB DUX Visa Infinite.
Bradesco American Express – The Centurion Card
Considerado por muitos o cartão mais exclusivo do Brasil, o Centurion entrega serviços, pontuação e experiências que poucos conseguem igualar. Não é para todo mundo, mas para quem tem acesso, faz muito sentido.
👉 Sugestão de link interno: review completo do The Centurion Card.
CAIXA Ícone Visa Infinite
Foi o grande nome de 2025 e promete ainda mais relevância em 2026. Ajustes positivos já estão em andamento, e o cartão tende a amadurecer muito bem.
👉 Sugestão de link interno: análise completa do CAIXA Ícone.
Bradesco Aeternum Visa Infinite
Aqui o diferencial é a estabilidade. O Aeternum não tenta reinventar a roda, mas entrega consistência, previsibilidade e uma proposta sólida para alta renda.
👉 Sugestão de link interno: review do Bradesco Aeternum.
Sicoobcard Zenith Visa Infinite
Lançado em 2025, chegou com proposta ousada e bem alinhada ao público premium. O Sicoob ainda lançou a versão Mastercard Black, ampliando as opções dentro da mesma estratégia.
👉 Sugestão de link interno: review do Sicoobcard Zenith.
E os cartões Visa Privilege?
Apesar da expectativa, os cartões Visa Privilege ainda não justificam as anuidades altíssimas que cobram. Quando olhamos friamente para benefícios, pontuação e retorno financeiro, eles deixam a desejar como substitutos naturais do DUX.
Entre os lançamentos estão:
- Porto Bank Privilege Visa Infinite
- Itaú Private Privilege Visa Infinite
- Unicred Privilege Visa Infinite
- XP Privilege Visa Infinite
Hoje, sinceramente, não vejo nenhum deles como escolha inteligente dentro de uma estratégia bem pensada.
Minha escolha pessoal para 2026
Para 2026, minha decisão está clara: Bradesco American Express – The Centurion Card como principal, com o CAIXA Ícone Visa Infinite em uso paralelo. Outros cartões seguem na carteira, mas apenas para usos pontuais e sempre com anuidade zerada.
Conclusão: estratégia acima do apego
Cartão de crédito não é troféu. É ferramenta. E ferramentas precisam ser revistas conforme o cenário muda. O BRB DUX Visa Infinite marcou época, mas o mercado evoluiu, e seguir em frente faz parte do jogo.
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