Descrição: BRB não terá mais salas VIP próprias e isso afeta benefícios, experiências e acessos dos clientes; veja o que muda e o que esperar do futuro das salas VIP.
BRB não terá mais salas VIP próprias: o que realmente está acontecendo?
Nos últimos anos muita gente começou a olhar o Banco de Brasília com outros olhos. Isso porque o banco investiu pesado no mercado de salas VIP, apostando em parcerias, cartões premium e até na administração de espaços próprios em aeroportos estratégicos. Só que, recentemente, uma notícia caiu como um balde de água fria para quem aproveitava esses benefícios: o BRB não terá mais salas VIP próprias, com exceção de uma unidade em Brasília.
Essa mudança pegou bastante gente de surpresa — inclusive eu, que sempre considerei o BRB um dos bancos mais agressivos nesse mercado. A sensação é meio estranha: parece que o banco deu vários passos pra frente e agora, de repente, está voltando alguns pra trás. E não foi pouca coisa, viu?
Ao longo de 2023 e 2024, o BRB assumiu o controle de espaços importantes da rede Latitude, presentes em aeroportos como Congonhas (CGH), Goiânia (GYN) e Santos Dumont (SDU). Era, de certa forma, uma expansão natural para quem já administrava o tradicional BRB VIP Lounge no Aeroporto de Brasília (BSB), um dos lounges mais conhecidos por quem passa pela capital.
Mas essa euforia não durou para sempre. O primeiro sinal de que algo estava errado apareceu quando a unidade do Santos Dumont deixou de exibir a marca do BRB e voltou a operar apenas como Latitude, lá por maio de 2025. Na época muita gente achou que era só um ajuste de contrato, mas… não era bem isso.
Grupo Advantage assume o controle das salas Latitude
Com o passar dos meses, ficou mais claro que havia uma mudança maior acontecendo nos bastidores. O Grupo Advantage, já conhecido por operar lounges diferenciados e recentemente por anunciar o conceito Emerald VIP Lounge, entrou na jogada e começou a negociar a compra dos espaços Latitude.
No final, o que parecia improvável aconteceu: o BRB abriu mão da administração das salas de Congonhas e Goiânia, que agora passam a fazer parte do novo projeto da Advantage. E sim, isso confirma o que muitos já estavam comentando: o BRB não terá mais salas VIP próprias, salvo a unidade de Brasília.
E, sinceramente, isso não deixa de ser um baque importante. Não só para a imagem do banco, que vinha tentando se posicionar entre os grandes no setor de lounges, mas também para os clientes que perderam mais uma opção de acesso nos aeroportos mais movimentados do país.
O impacto para os clientes e para a imagem do BRB
Se tem uma coisa que eu aprendi observando o mercado financeiro é que benefícios são fáceis de anunciar, mas difíceis de manter. E com o BRB isso ficou ainda mais evidente. Já havia um clima meio tenso desde a crise envolvendo o cartão BRB DUX, que enfrentou rumores de remoção de vantagens importantes. Somando isso ao escândalo envolvendo o Banco Máster, parecia que a maré do BRB tinha virado de vez. Agora, com a perda dos espaços BRB Coworking e dos lounges Latitude, o cenário fica ainda mais preocupante.
Do ponto de vista de experiência do cliente, devo admitir que as salas Latitude e os coworkings do BRB nunca foram unanimidade. Quem frequentava esses espaços reclamava de lotação, serviços inconsistentes e, às vezes, até falta de itens básicos como snacks ou uma simples tomada funcionando. Talvez essa mudança — embora ruim num primeiro momento — possa abrir caminho para uma operação mais profissional, já que a Advantage promete entregar um serviço superior.
Por que essa mudança pode trazer melhorias (mesmo parecendo negativa)
Por mais contraditório que pareça, perder o controle desses lounges pode, de certa forma, melhorar a experiência do usuário. A Advantage tem um histórico mais robusto na gestão de salas premium, e o novo conceito Emerald VIP Lounge deve elevar o padrão das unidades que antes estavam sob a bandeira do BRB.
Além disso, empresas especializadas geralmente têm contratos mais amplos com fornecedores, equipe treinada para ambientes de alto fluxo e experiência no que o passageiro realmente valoriza. Talvez o BRB quisesse fazer tudo sozinho, mas administrar lounges não é como gerenciar uma agência bancária — é um negócio completamente diferente, e a concorrência nesse mercado é cada vez mais acirrada.
Links úteis para aprofundar o assunto
- Saiba mais sobre salas VIP no Brasil em:
https://passageirodeprimeira.com/categorias/salas-vip - Confira nosso guia atualizado sobre cartões com acesso a lounges:
https://unneced.com/melhores-cartoes-com-sala-vip/ - Veja nosso conteúdo sobre o BRB DUX:
https://unneced.com/cartao-brb-dux/
Principais pontos dessa transição
- O BRB não terá mais salas VIP próprias, exceto a unidade de Brasília.
- As salas de Congonhas e Goiânia deixam a administração do BRB.
- O Grupo Advantage assume os lounges Latitude.
- Clientes perdem alternativas de acesso em aeroportos importantes.
- A mudança pode trazer melhoria na qualidade dos serviços.
- Os problemas recentes envolvendo o DUX e o Banco Máster pioram a imagem do banco.
Conclusão: o que esperar daqui pra frente?
Mesmo com toda a confusão, ainda é cedo pra dizer se essa mudança será boa ou ruim a longo prazo. Mas uma coisa é certa: o BRB não terá mais salas VIP próprias, e esse é um marco importante na trajetória do banco no setor de viagens. Para quem usa salas VIP com frequência, vale ficar de olho nas atualizações e analisar outros cartões que ofereçam acessos amplos e estáveis — porque depender de uma única instituição pode ser uma aposta meio arriscada.
Se quiser, posso te indicar também uma lista dos melhores cartões com salas VIP em 2025, ou comparar o BRB DUX com concorrentes, como o C6 Carbon e o Santander Unlimited.
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