CAIXA Ícone Visa Infinite: um cartão que chegou forte, mas ainda pode ir além

Descrição: CAIXA Ícone Visa Infinite surpreendeu em 2025, mas ainda tem ajustes importantes para virar referência absoluta entre cartões premium.

O CAIXA Ícone Visa Infinite foi, sem exagero, uma das maiores surpresas do mercado de cartões de crédito em 2025. Pouca gente esperava que a CAIXA fosse aparecer com um produto tão competitivo logo de cara, ainda mais em um segmento dominado há anos por nomes já consolidados. E, mesmo assim, o cartão conseguiu não só chamar atenção, como também rivalizar diretamente com o BRB DUX Visa Infinite, que sempre foi tratado como uma espécie de “padrão ouro” da alta renda no Brasil.

Dito isso, ainda não dá pra dizer que o CAIXA Ícone Visa Infinite é perfeito. Ele nasceu forte, bem estruturado, mas alguns detalhes fazem falta. Janeiro, tradicionalmente, é aquele mês de colocar tudo no papel, rever decisões e pensar no longo prazo. Então, faz sentido analisar o cartão com calma e apontar melhorias realistas, sem viagem demais. A ideia aqui não é criticar por criticar, mas sugerir caminhos que poderiam transformar o Ícone em um dos três cartões mais completos do país, sem dúvida nenhuma.

Trocar o LoungeKey pelo Priority Pass faria diferença de verdade

Hoje, o CAIXA Ícone Visa Infinite oferece acesso a salas VIP por meio do LoungeKey. Tecnicamente, não é ruim. O problema é que o LoungeKey e o Priority Pass pertencem ao mesmo grupo, o Collinson Group, só que o Priority Pass é claramente mais robusto.

Na prática, estamos falando de algo entre 100 e 200 salas VIP a mais espalhadas pelo mundo. Parece pouco no papel, mas quem viaja com frequência sabe que, em alguns aeroportos, essa diferença muda tudo. Trocar o LoungeKey pelo Priority Pass não seria só um ajuste de marketing bonito, seria um ganho real para o cliente e alinharia melhor o cartão à proposta premium que ele tenta vender.

Quantidade de convidados ainda deixa a desejar

Outro ponto que incomoda é o limite de convidados nas salas VIP. Atualmente, o Ícone libera 10 convidados por ano via LoungeKey e mais 10 pelo Visa Airport Companion. Parece muito, mas não é. Para quem viaja em casal ou família, isso acaba rápido, muito rápido mesmo.

O resultado prático é simples: o cliente precisa manter outro cartão na carteira só por causa disso. Quando a gente olha para o BRB DUX, a comparação fica inevitável. O DUX permite 3 convidados por visita, uma regra direta, sem conta complicada. Esse tipo de simplicidade faz muita diferença no dia a dia e combina mais com o perfil de quem realmente usa salas VIP com frequência.

Spread zero: uma ideia antiga que ainda faria sucesso

Talvez aqui esteja uma das sugestões mais ousadas, mas também uma das mais interessantes. Houve um tempo em que a própria CAIXA praticava spread zero em compras internacionais. Hoje isso soa quase como lenda urbana, mas aconteceu.

Atualmente, o CAIXA Ícone Visa Infinite cobra cerca de 4% de spread, exatamente a média do mercado. Agora, pensa comigo: se a CAIXA resolvesse resgatar o spread zero, mesmo que como um benefício exclusivo do Ícone, o impacto seria gigantesco. Não é algo complexo de explicar, nem difícil de comunicar. É simples, direto e extremamente valorizado por quem gasta em dólar ou euro.

Bônus de boas-vindas: o básico que faz falta

O mercado brasileiro já não é conhecido por oferecer grandes bônus de boas-vindas, isso é fato. Mesmo assim, a ausência total de bônus no CAIXA Ícone Visa Infinite pesa negativamente.

Enquanto isso, o BRB DUX oferece bônus, e isso influencia sim na decisão de quem está escolhendo um cartão premium. Não precisa exagerar. Algo como 10 mil pontos no programa Uau CAIXA já criaria uma percepção positiva, incentivaria a adesão e ajudaria o cartão a se destacar logo no primeiro contato com o cliente.

Os 5 pontos por dólar deveriam ser permanentes

No primeiro ano, o CAIXA Ícone Visa Infinite entrega 5 pontos por dólar gasto, o que é excelente. O problema é que o regulamento já deixa claro que, a partir do segundo ano, essa pontuação cai para 4 pontos por dólar.

E aqui mora o risco. Hoje, pelo menos uns 10 cartões no mercado já oferecem 4 pontos por dólar. Ou seja, ao reduzir a pontuação, o Ícone automaticamente deixa de ser especial. Para manter o cartão no topo, a lógica é simples: os 5 pontos por dólar precisam ser permanentes, não um benefício temporário que some com o tempo.

Mais parceiros para o Uau CAIXA seriam bem-vindos

O programa Uau CAIXA ainda carece de ambição. Os parceiros atuais são, em sua maioria, os mesmos de sempre, com a TAP Miles&Go como exceção, e mesmo assim após um downgrade na paridade.

Falta ousadia. A entrada de novos parceiros internacionais elevaria o cartão de patamar. Um exemplo quase óbvio seria o ALL – Accor Live Limitless, que faria muito sentido para quem viaja tanto dentro do Brasil quanto para fora. Esse tipo de parceria agrega valor real, não é só número bonito em tabela.

Resumo dos principais ajustes sugeridos

  • Substituição do LoungeKey pelo Priority Pass
  • Aumento ou simplificação das regras de convidados em salas VIP
  • Retorno do spread zero em compras internacionais
  • Criação de um bônus de boas-vindas, mesmo que simples
  • Manutenção permanente dos 5 pontos por dólar
  • Expansão dos parceiros do programa Uau CAIXA

Conclusão: o Ícone já é forte, agora é hora de pensar grande

Marcio Recalde e Lessandro Werner Thomaz, conhecido como o “pai do Ícone”, merecem reconhecimento. O cartão mexeu com o mercado, elevou o nível da discussão e forçou concorrentes a se movimentarem. Isso não é pouca coisa.

Mas quem acompanha esse mercado sabe: quando um produto nasce forte, o próximo passo é ser ambicioso. E, sinceramente, dá a sensação de que 2026 já está no radar com planos ainda maiores. O CAIXA Ícone Visa Infinite tem tudo para deixar de ser apenas uma grata surpresa e se tornar uma referência definitiva.

👉 E você, o que acha que ainda falta no CAIXA Ícone Visa Infinite? Deixe seu comentário, compartilhe este conteúdo e participe da conversa.



Recomendamos