Descrição: Cartões de crédito com anuidade nem sempre compensam. Veja quais cobram caro e entregam pouco, e descubra opções com melhor custo-benefício.
Quando falamos sobre cartões de crédito com anuidade, muita gente já torce o nariz automaticamente. E eu entendo. Ninguém gosta da ideia de pagar caro só para ter um cartão na carteira. Mas, sendo bem sincero, a anuidade em si não é o grande vilão da história. O problema real aparece quando o cartão cobra caro e entrega pouco. Aí sim, dói no bolso e no bom senso.
Aqui no universo de cartões, milhas e viagens, a ideia sempre foi olhar além do nome bonito ou do status. O que realmente importa é se aquele cartão faz sentido para o seu perfil de gastos, rotina e objetivos. Já vi muita gente manter cartões caríssimos só para “mostrar” ou porque ouviu dizer que era o melhor do mercado. Na prática, não era bem assim.
Neste texto, quero falar justamente sobre alguns cartões de crédito com anuidade que não compensam, considerando várias bandeiras e categorias. Não é só Mastercard Black que entra nessa conta, mas também Visa Infinite, Elo Nanquim e até alguns cartões ultra premium que, na teoria, prometem luxo, mas na vida real entregam bem menos.
Itaú The One Mastercard Black: muito nome, pouco retorno
Esse aqui, sem exagero, é um dos cartões mais superestimados do Brasil. O Itaú The One Mastercard Black tem uma anuidade que gira em torno de R$ 4 mil, o que já cria uma expectativa enorme. Só que, quando você olha os benefícios com calma, a conta não fecha.
Alguns pontos que pesam negativamente:
- Acessos ilimitados apenas via LoungeKey
- Apenas 3 pontos por dólar gasto em compras nacionais
- Nenhuma vantagem real em compras internacionais, como IOF reduzido ou spread menor
- Exigências altíssimas para isenção de anuidade, seja por gastos ou investimentos
Na prática, muita gente fica com esse cartão mais pelo status do que pelo retorno real. E isso, na minha opinião, é dinheiro jogado fora.
BTG Pactual Ultrablue Mastercard Black
Outro exemplo clássico de cartão de crédito com anuidade alta que não se justifica. O Ultrablue cobra cerca de R$ 4.800 por ano e entrega benefícios que poderiam muito bem estar em cartões bem mais baratos.
Os principais problemas são:
- Acessos ilimitados restritos ao LoungeKey
- Pontuação de apenas 3 pontos por dólar no Brasil
- Spread de aproximadamente 6% em compras internacionais, que nem o IOF zero consegue salvar
- Desconto tímido no Terminal BTG, limitado a 20%
No papel parece sofisticado, mas no uso diário acaba decepcionando.
Visa Infinite Privilege: luxo que pesa demais no bolso
Os cartões Unicred, XP e Itaú Visa Infinite Privilege, lançados em 2025, chegaram com uma aura de exclusividade absurda. Só que as anuidades entre R$ 15 mil e R$ 18 mil assustam, e com razão.
Alguns detalhes que merecem atenção:
- Apenas a versão da Unicred oferece acessos ilimitados em dois programas de salas VIP
- Itaú e XP ficam restritos ao Visa Airport Companion
- Nenhum bônus de boas-vindas, o que já desanima logo de cara
- Para “empatar” a anuidade, seria necessário gastar algo perto de R$ 600 mil por ano
Mesmo para quem gasta bastante, fica difícil defender esse custo.
Bradesco American Express – The Platinum Card
Esse cartão já foi muito mais interessante no passado. Hoje, com anuidade de R$ 1.812, ele ocupa um meio termo meio desconfortável.
Pontos que jogam contra:
- Pontuação de apenas 2,2 pontos por dólar
- Acesso limitado a salas VIP do Bradesco e parceiros no Brasil
- Boa cobertura só nos Estados Unidos, fraco no resto do mundo
- Extremamente ruim para compras internacionais
Dá pra achar opções melhores pagando o mesmo ou até menos.
Itaú Uniclass Visa Infinite e Mastercard Black
Aqui o problema não é nem tanto o valor da anuidade, que gira em torno de R$ 918. O problema é a falta total de atrativos.
Na prática, você paga e recebe:
- Apenas 1,8 ponto por dólar gasto
- Nenhum acesso gratuito a salas VIP
- Condições péssimas para compras fora do Brasil
Fica difícil recomendar.
Santander American Express – The Centurion Card
Com anuidade de cerca de R$ 25 mil, esse é um dos cartões mais caros do país. No primeiro ano, o bônus de 300 mil pontos até engana e parece compensar. Depois disso, a realidade bate.
Os principais problemas:
- Pontuação travada, que não aumenta mesmo com gastos altíssimos
- Acessos a salas VIP restritos ao Priority Pass
- Muito ruim para compras internacionais
É aquele cartão que impressiona mais pelo preço do que pelo uso.
BTG Pactual TAP Mastercard Black
Aqui o erro está na concepção. Apostar no programa TAP Miles&Go, que já perdeu relevância faz tempo, não faz muito sentido hoje. Pagar R$ 1.200 de anuidade por isso, menos ainda.
Quando a anuidade faz sentido de verdade
Como eu disse lá no começo, cartões de crédito com anuidade não são o problema. O problema é pagar caro e não receber nada em troca. Existem exemplos positivos, sim.
O CAIXA Ícone Visa Infinite, por exemplo, entrega ótima pontuação, bons acessos a salas VIP e uma anuidade mais equilibrada. O mesmo vale para o Porto Bank Visa Infinite e o Porto Bank Mastercard Black, que conseguem alinhar benefícios reais com um custo mais justo.
Dica final
Antes de escolher ou manter um cartão, pare e pense: ele realmente devolve algo proporcional ao que você paga? Se a resposta for não, talvez seja hora de mudar.
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