Cashback do BRB DUX Visa Infinite: vale mesmo a pena trocar pontos por desconto na fatura?

Descrição: Entenda como funciona o cashback do BRB DUX Visa Infinite, se vale a pena trocar pontos por dinheiro na fatura e quando essa opção faz sentido.


Quem acompanha o mercado de cartões de crédito no Brasil já deve ter percebido que o BRB gosta de variedade. O banco tem dezenas de cartões no portfólio, alguns próprios e outros em parceria com marcas conhecidas. Só que, sendo bem sincero, quando a gente olha com mais atenção, poucos realmente chamam atenção de verdade. E é aí que entra o BRB DUX Visa Infinite, que acabou virando o principal destaque do banco.

Mesmo existindo versões como DUX Eurobike, DUX CASACOR, DUX Nação BRB Fla ou até o DUX Adega, a relevância desses cartões é bem menor. Na prática, quase tudo gira em torno do DUX tradicional. É ele que concentra os melhores benefícios, maior interesse do público e, claro, mais discussões sobre pontos, milhas e cashback.

Como funciona o cashback do BRB nos cartões DUX

Uma das opções oferecidas pelo BRB é a troca de pontos acumulados por cashback na fatura. Ou seja, você usa seus pontos para abater valores diretamente da próxima fatura do cartão. A ideia parece simples e até atraente, principalmente para quem não tem paciência com programas de milhas ou emissão de passagens aéreas.

Mas calma. Como quase tudo nesse mundo dos cartões, o detalhe faz toda a diferença.

O valor do cashback varia conforme o clube de pontos contratado pelo cliente. Basicamente, o banco “recompra” seus pontos por um valor fixo por milheiro (1.000 pontos). Veja como funciona hoje:

  • Sem clube de pontos: R$ 10 por milheiro
  • Clubes 1.000, 2.000 e 5.000: R$ 20 por milheiro
  • Clubes 12.000 e 20.000: R$ 30 por milheiro

Aqui entra um conceito importante: quanto maior o valor pago por milheiro, melhor para o cliente. Isso significa que o banco está atribuindo um valor mais alto aos pontos que você acumulou.

Programas de fidelidade do BRB: muda algo?

O BRB trabalha com vários nomes de programas de fidelidade, como Curtái, DUX Experience e +Mengão. À primeira vista, parece que são coisas diferentes, mas na real… não são.

Apesar das identidades visuais distintas e dos nomes adaptados a cada cartão, todos funcionam praticamente da mesma forma. E quando o assunto é converter pontos em cashback na fatura, os valores são exatamente iguais, independentemente do programa.

Ou seja, não adianta escolher um cartão achando que ele vai pagar melhor no cashback. Nesse ponto, o jogo é o mesmo pra todos.

Afinal, vale a pena trocar pontos por cashback?

Essa é a pergunta que mais aparece — e a resposta não é das mais animadoras para a maioria das pessoas.

Para quem não assina nenhum clube, ou está nos clubes menores (1.000, 2.000 ou 5.000), a troca simplesmente não compensa. Receber R$ 10 ou R$ 20 por milheiro é muito pouco, principalmente quando comparado ao valor que esses pontos podem ter em transferências para programas de milhas aéreas.

Mesmo considerando que emitir passagens exige planejamento e alguma paciência, o valor financeiro costuma ser bem mais alto do que esse cashback baixo.

Agora, e os R$ 30 por milheiro? Aqui a conversa muda um pouco, mas nem tanto.

Esse valor só está disponível para quem assina os clubes mais caros do BRB:

  • Clube 12.000: mensalidade de R$ 489,90
  • Clube 20.000: mensalidade de R$ 799,20

Além disso, existe um detalhe que muita gente ignora: o período mínimo de permanência é de seis meses. Se cancelar antes, o cliente precisa pagar uma multa equivalente às mensalidades restantes. Ou seja, não dá pra entrar só um mês, vender os pontos e sair feliz.

Na prática, quem realmente se beneficia?

Sendo bem direto: pouquíssimas pessoas.

Quando você coloca tudo no papel — custo do clube, tempo mínimo de permanência e valor final recebido no cashback — fica claro que aderir ao clube apenas para “vender” pontos não faz sentido. É dinheiro indo embora aos poucos, quase sem perceber.

Mesmo o cashback de R$ 30 por milheiro, que parece atrativo à primeira vista, acaba não sendo vantajoso na maioria dos cenários. Só faria algum sentido para quem já está no clube por outros motivos e realmente não quer lidar com milhas, promoções ou emissões aéreas. E mesmo assim, é discutível.

Conclusão: cashback no BRB DUX exige cuidado

O cashback do BRB DUX Visa Infinite existe, funciona e pode ser útil em situações muito específicas. Mas tratar essa opção como algo vantajoso para todo mundo é um erro comum.

Na maior parte dos casos, os clubes do BRB não se justificam financeiramente, e trocar pontos por cashback acaba sendo uma escolha pouco inteligente. Vale muito mais analisar outras alternativas, comparar com programas de milhas e entender seu perfil de consumo antes de decidir.

Leituras recomendadas

Links externos úteis

  • Site oficial do BRB
  • Regulamento dos clubes de pontos do banco

E você, já usou o cashback do BRB ou prefere milhas aéreas? Conta sua experiência nos comentários e compartilhe este conteúdo com quem também está em dúvida sobre o BRB DUX 😉



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