Descrição: Entenda como ficou o IOF em compras internacionais no cartão em 2025, quais bancos zeram ou reduzem a taxa e como economizar no exterior.
Nos últimos anos, quem costuma fazer compras internacionais no cartão de crédito já vinha se acostumando com uma notícia boa atrás da outra. A cada virada de ano, a alíquota do IOF diminuía um pouco, criando a expectativa de que, em algum momento, esse imposto simplesmente deixaria de existir. Muita gente já fazia conta pensando em 2028, quando o IOF teoricamente chegaria a zero. Só que… não foi bem assim.
Em 2025, esse ciclo de reduções foi interrompido de forma meio abrupta. O Governo Federal publicou um decreto que mudou o jogo e fixou o IOF em compras internacionais no cartão em 3,5%. A regra vale tanto para cartões de crédito quanto de débito, além das contas internacionais que muitos brasileiros passaram a usar para viajar ou comprar fora.
O fim da redução gradual do IOF
Até pouco tempo atrás, a lógica era simples: todo dia 1º de janeiro, uma nova alíquota menor entrava em vigor. Era previsível, fácil de entender e dava até uma sensação de planejamento financeiro. Com o decreto de 2025, essa trajetória foi quebrada.
Na prática, isso significa que a redução que levaria o IOF a zero em 2028 não vai mais acontecer, pelo menos por enquanto. A taxa fica estacionada em 3,5%, salvo se o governo decidir mudar novamente as regras. E, sinceramente, ninguém sabe quando ou se isso vai acontecer.
Para quem compra com frequência em sites internacionais, faz viagens ou paga serviços em dólar ou euro, esse impacto é real no bolso. Uma assinatura aqui, uma passagem ali, quando soma tudo no fim do mês, o IOF pesa mais do que parece.
Bancos que assumem o IOF (ou parte dele)
Apesar do imposto ser cobrado automaticamente, alguns bancos resolveram adotar uma estratégia diferente: eles bancam esse custo para o cliente, seja reduzindo a alíquota ou devolvendo o valor depois. Não é exatamente por bondade, claro, mas faz parte da disputa por clientes de alta renda e cartões premium.
Abaixo, listo os principais bancos que oferecem algum tipo de condição especial relacionada ao IOF em compras internacionais no cartão.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil decidiu não zerar totalmente a taxa para todos, mas criou condições melhores para quem tem cartões mais robustos. Para os cartões do segmento Premium, o IOF cai de 3,5% para 1,1%.
Cartões contemplados:
- Altus
- Visa Infinite
- Smiles Visa Infinite
- Mastercard Black
- Elo Nanquim
- Elo Diners Club
Existe ainda o Altus Liv, que oferece uma condição bem agressiva: IOF zero. É um produto bem nichado, mas chama atenção.
BTG Pactual
Aqui o BTG foi além. O banco oferece isenção total do IOF em todos os seus cartões de crédito, sem limite de valor. O benefício faz parte de uma campanha promocional por tempo indeterminado, o que deixa o cliente sempre meio desconfiado, mas até agora segue ativo.
Antes disso, o BTG devolvia o IOF em forma de cashback, limitado a 1,1%. Ou seja, a condição atual é melhor do que a anterior, pelo menos na prática.
Porto Bank
O Porto Bank também entrou forte nessa disputa. Ele devolve 100% do IOF em compras internacionais, mas com um detalhe importante: o limite mensal é de R$ 50 mil em gastos no exterior.
Outro ponto que passa batido por muita gente é que o cliente precisa ativar a opção IOF Zero diretamente no app da Porto. Se não fizer isso, a devolução não acontece, e depois não adianta reclamar.
CAIXA
A CAIXA vem trabalhando com uma promoção iniciada ainda em 2024, oferecendo cashback do IOF para alguns cartões específicos. Essa campanha foi prorrogada algumas vezes e, atualmente, tem validade até 31/01/2026.
Cartões participantes:
- CAIXA Ícone Visa Infinite
- CAIXA Visa Infinite
- CAIXA Visa Platinum
A adesão precisa ser feita, e o banco costuma divulgar um link específico para isso dentro do app ou site.
Nubank
Em agosto de 2025, o Nubank reformulou os benefícios do Ultravioleta, e uma das novidades mais comentadas foi a devolução do IOF. Funciona de forma simples: após a compra internacional, o valor do imposto volta direto na fatura em até 7 dias.
Para quem já usava o Ultravioleta no dia a dia, foi uma mudança bem-vinda, embora o cartão ainda tenha seus critérios rígidos de aprovação.
Comparativo rápido entre os bancos
Para facilitar, segue um resumo bem direto:
- BTG Pactual: IOF zero em todos os cartões
- CAIXA: IOF zero em cartões selecionados, com devolução na fatura
- Porto Bank: IOF zero até R$ 50 mil por mês no exterior
- Nubank: IOF zero para Ultravioleta, devolvido na fatura
- Banco do Brasil: 1,1% em cartões Premium
- Banco do Brasil Altus Liv: IOF zero
- Demais cartões: 3,5% (alíquota padrão)
IOF não é spread: atenção a isso
Um erro bem comum é confundir IOF com spread. Embora os dois apareçam juntos na fatura, são coisas diferentes. O IOF é um imposto federal obrigatório. Já o spread é uma margem que o banco cobra na conversão do dólar ou euro para real.
Ou seja, mesmo com IOF zero, o spread pode continuar alto, dependendo do banco e do cartão. Por isso, vale sempre analisar o pacote completo antes de escolher onde concentrar seus gastos internacionais.
👉 Dica final: se você já usa ou pretende usar compras internacionais no cartão, compare não só o IOF, mas também o spread, benefícios e limites. E se este conteúdo te ajudou, deixe um comentário ou compartilhe com alguém que vive comprando fora do Brasil.