Descrição: Entenda a liquidação extrajudicial do Will Bank, os impactos para clientes, o papel do Banco Central e como funciona o ressarcimento pelo FGC.
A liquidação extrajudicial do Will Bank virou assunto logo nas primeiras horas da manhã do dia 21 de janeiro e, sinceramente, pegou muita gente de surpresa. Apesar de o banco digital já demonstrar sinais claros de dificuldade há algum tempo, poucos imaginavam que o desfecho seria tão rápido e definitivo. A decisão foi tomada pelo Banco Central e confirma aquilo que o mercado já comentava nos bastidores: o Will Bank não conseguiu se recuperar financeiramente.
Para quem tinha conta, cartão ou algum tipo de investimento por lá, a notícia gerou dúvidas, medo e até um certo desespero. E não é pra menos. Quando um banco deixa de operar, o impacto vai muito além de um simples aplicativo que para de funcionar.
Por que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank?
Segundo o Banco Central, a liquidação extrajudicial do Will Bank foi determinada após a constatação de um sério comprometimento da situação econômico-financeira da instituição. Em termos mais simples, o banco não estava conseguindo honrar seus compromissos financeiros básicos.
No dia 19 de janeiro de 2026, ficou evidente que a Will Financeira descumpriu a grade de pagamentos relacionada ao arranjo da Mastercard. Isso significa que o banco deixou de pagar valores devidos à bandeira, algo considerado gravíssimo dentro do sistema financeiro. Dois dias depois, veio a decisão oficial.
Vale lembrar que o Will Bank fazia parte do mesmo grupo do Banco Master, que já havia passado por um processo semelhante em novembro do ano anterior. Na época, o Will entrou em um Regime de Administração Especial Temporária (RAET), uma espécie de “última tentativa” de reorganização antes de algo mais drástico.
O que muda na prática para quem era cliente do Will Bank?
Com a liquidação extrajudicial do Will Bank, a instituição deixa de operar imediatamente. Isso inclui:
- Pagamentos via conta digital
- Uso do cartão de crédito e débito
- Transferências e PIX
- Acesso a investimentos
- Movimentação da conta-corrente
Além disso, todos os bens do banco foram congelados, assim como os saldos existentes nas contas dos cerca de 10 milhões de clientes. Sim, é muita gente afetada, o que torna esse caso ainda mais relevante no cenário bancário brasileiro.
Confesso que, olhando de fora, a sensação é de déjà vu. Casos assim não são tão comuns, mas quando acontecem, deixam uma marca grande na confiança do público em bancos digitais.
Mastercard já havia dado sinais do problema
Um detalhe importante é que, um dia antes da decisão oficial, a Mastercard anunciou que não aceitaria mais compras feitas com cartões do Will Bank. O motivo? Falta de pagamento das transações por parte do banco. Esse tipo de bloqueio raramente acontece sem um motivo muito sério por trás, o que já indicava que a situação estava fora de controle.
Como funciona o ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)?
A boa notícia, se é que dá pra chamar assim, é que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deve ser acionado. Assim como ocorreu na liquidação do Banco Master, os clientes do Will Bank poderão ser ressarcidos em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando aplicações e produtos elegíveis à proteção do fundo.
Mas é importante deixar claro:
o processo não é imediato.
De acordo com informações iniciais, o pagamento deve levar pelo menos 30 dias para começar. Durante esse período, o cliente precisa acompanhar comunicados oficiais e reunir documentos, caso sejam solicitados.
Produtos geralmente cobertos pelo FGC
- Conta-corrente
- CDBs e RDBs
- Letras financeiras elegíveis
- Poupança
Já investimentos como ações, fundos ou criptomoedas não entram nessa proteção, o que costuma gerar confusão em muita gente.
O que esse caso ensina sobre bancos digitais?
Na minha opinião, a liquidação extrajudicial do Will Bank serve como um alerta importante. Bancos digitais oferecem praticidade, apps modernos e menos burocracia, mas isso não significa que estejam imunes a problemas sérios de gestão.
Não é errado usar fintechs, longe disso. Eu mesmo utilizo várias. Mas diversificar contas e não concentrar grandes valores em uma única instituição é uma regra básica que muita gente acaba ignorando.
Links úteis para se informar melhor
Para quem quer se aprofundar no tema, vale conferir:
- 👉 Conteúdo interno: Como funciona o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
- 👉 Conteúdo interno: O que acontece quando um banco entra em liquidação?
- 👉 Referência externa: site oficial do Banco Central do Brasil
Conclusão: atenção redobrada a partir de agora
O fim das operações do Will Bank mostra que, mesmo com discurso moderno e milhões de clientes, nenhuma instituição está totalmente blindada contra erros financeiros. A liquidação extrajudicial do Will Bank ainda vai render desdobramentos, e muitos clientes só terão clareza total da situação nas próximas semanas.
Se você foi impactado, acompanhe as informações oficiais e evite boatos. Informação correta, nesse momento, faz toda a diferença.
Agora é com você
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