Tendências do mercado de milhas aéreas para 2026: o que muda e como se adaptar

Descrição: Confira as principais tendências do mercado de milhas aéreas em 2026, entenda os desafios e saiba como se preparar para aproveitar oportunidades.

Assim como acontece com praticamente todos os setores ligados a viagens e serviços financeiros, o mercado de milhas aéreas também passa por mudanças constantes. Nada fica parado por muito tempo. Companhias aéreas ajustam suas estratégias, bancos revisam benefícios, programas de fidelidade criam novas regras e o consumidor precisa, o tempo todo, reaprender a jogar esse jogo.

Olhando para 2026, algumas tendências já começam a ficar mais claras. Não é futurologia, nem pessimismo exagerado. É mais uma leitura do que vem acontecendo nos últimos anos e do que já está sendo testado agora, em 2025. Quem acompanha esse mercado com um pouco mais de atenção consegue perceber os sinais.

A seguir, compartilho os principais movimentos que devem impactar diretamente quem acumula, transfere ou utiliza milhas aéreas no próximo ano.


Criação de novas categorias e níveis ainda mais exclusivos

Uma tendência que já não é exatamente novidade, mas deve se intensificar, é a criação de novas categorias premium dentro do universo dos cartões de crédito e programas de fidelidade.

Isso já começou a aparecer nas salas VIP. Muitos aeroportos passaram a oferecer espaços separados dentro do mesmo lounge, reservados apenas para determinados cartões ou clientes de altíssimo nível. Em alguns casos, você entra na sala, mas percebe que existe uma “sala dentro da sala”, com menos gente, mais conforto e serviços diferenciados.

Nos cartões de crédito, o movimento é parecido. Depois que as categorias Black, Infinite e Nanquim viraram algo relativamente comum, surgiram cartões ultraexclusivos, com convite restrito, renda altíssima e benefícios personalizados. Esses produtos são posicionados acima do que antes era considerado o topo do mercado.

Nos programas de fidelidade, vemos o mesmo cenário:

  • Criação de níveis elite acima dos já conhecidos
  • Benefícios exclusivos para poucos clientes
  • Critérios mais rígidos para alcançar ou manter status

Na prática, isso gera uma sensação estranha. Aquilo que ontem era “premium”, hoje parece básico. E quem quer continuar no topo precisa gastar mais, voar mais ou concentrar ainda mais seus gastos.


Passagens aéreas cada vez mais caras

Quem pesquisa passagens com frequência, seja pagando em dinheiro ou usando milhas, já percebeu: viajar ficou mais caro. E não é impressão.

O aumento da demanda por viagens, somado a custos operacionais maiores para as companhias aéreas, faz com que os preços subam de forma quase constante. Isso vale tanto para passagens nacionais quanto internacionais, e também para emissões com milhas.

No mercado de milhas aéreas, esse cenário reforça uma regra básica que nunca perde validade: milhas só fazem sentido quando são acumuladas a um custo baixo.

Se você junta pontos pagando caro, seja em anuidade alta ou em transferências pouco vantajosas, o ganho final diminui muito. Em alguns casos, nem compensa.

Por isso, mais do que nunca, será importante:

  • Aproveitar boas campanhas de acúmulo
  • Usar cartões com boa conversão
  • Evitar emissões ruins só por ansiedade

Planejamento vira palavra-chave. Quem emite sem pensar acaba pagando mais caro, mesmo usando milhas.


Promoções menos frequentes e mais restritivas

Se você sente saudade daquelas promoções com 100%, 120% ou até mais de bônus, saiba que não está sozinho. Elas ainda existem, mas aparecem com bem menos frequência do que alguns anos atrás.

Além disso, as regras ficaram mais duras. Hoje é comum ver exigências como:

  • Tempo mínimo de assinatura de clube
  • Status específico no programa de fidelidade
  • Limite de bônus apenas para primeira compra ou transferência
  • Quantidade máxima de pontos bonificados

Isso acaba reduzindo o ganho real das promoções, principalmente para quem já participa do mercado há mais tempo. O iniciante até consegue boas oportunidades, mas o usuário recorrente sente mais o impacto.

Mesmo assim, ainda dá pra aproveitar. Só não dá pra contar com promoções toda hora, como era antes.


Corte e ajuste de benefícios nos cartões e programas

Outra tendência forte, que já vem acontecendo desde 2024, é o corte gradual de benefícios. Bancos e empresas estão constantemente revisando custos, e quando algo pesa no orçamento, costuma ser ajustado ou removido.

Nos últimos anos, vimos:

  • Redução de acessos gratuitos a salas VIP
  • Criação de regras para uso desses acessos
  • Mudanças em seguros e benefícios de viagem
  • Aumento de anuidades como forma de compensação

Quando o benefício não é cortado diretamente, ele fica mais caro ou mais difícil de usar. No fim das contas, o consumidor acaba pagando a conta de alguma forma.

Isso não significa que os cartões deixaram de valer a pena, mas exige mais atenção na hora de escolher e manter um produto.


Vale a pena continuar no mercado de milhas aéreas?

Apesar de todas essas mudanças, é importante deixar algo claro: este não é um texto pessimista. O mercado de milhas aéreas continua oferecendo boas oportunidades para quem estuda, acompanha e se adapta.

Quem entende as regras do jogo consegue recalcular a rota. Troca de cartão, muda de estratégia, segura milhas quando necessário e aproveita boas chances quando elas aparecem.

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Conclusão: atenção e adaptação serão essenciais em 2026

O cenário muda, isso é fato. Benefícios ficam mais seletivos, promoções menos generosas e passagens mais caras. Mas quem acompanha de perto não fica para trás.

Se você já faz parte do mercado de milhas aéreas, o melhor caminho é se manter informado e flexível. E se ainda está começando, talvez esse seja o momento ideal para aprender do jeito certo, sem criar expectativas irreais.

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