Descrição: A LATAM Airlines e o LATAM Pass protagonizam o vexame do ano 2025 ao frustrar clientes fiéis com cortes de benefícios, bônus menores e decisões polêmicas.
Todo ano existe aquela empresa que parece se esforçar, quase com afinco, para testar a paciência dos próprios clientes. Em 2025, sem muita concorrência, a LATAM Airlines Brasil e o LATAM Pass levaram esse “prêmio” nada desejado. E o mais curioso é que não foi por um erro isolado, uma falha pontual ou um problema técnico inesperado. Foi um conjunto de decisões que, somadas, mostram um distanciamento enorme da realidade de quem realmente sustenta o programa: o cliente fiel.
Quando fidelidade vira problema, não vantagem
Sob a liderança de Jerome Cadier, CEO da LATAM Airlines Brasil, e Martin Holdschmidt, diretor geral do LATAM Pass no país, fica cada vez mais claro que a lógica do programa mudou. A sensação geral — e isso aparece em conversas, comentários e até em grupos fechados de viajantes — é que ser fiel deixou de ser um ativo. Em alguns momentos, parece até um incômodo.
As regras mudam o tempo todo, quase sempre para pior. Benefícios que antes justificavam o esforço de concentrar gastos, voos e pontos simplesmente foram esvaziados. Quem está no topo, como os clientes LATAM Pass Black Signature, já percebeu o recado não tão sutil: fidelidade não compensa tanto assim.
E isso não é só impressão pessoal, não. Basta olhar os comentários em postagens recentes nas redes sociais. No dia 9 de janeiro, uma publicação no Instagram reuniu centenas de relatos negativos. Já no dia 25, quando foi explicado o cancelamento do cartão Itaú LATAM Pass Mastercard Black, a enxurrada de comentários deixou claro que o problema é estrutural, não um caso isolado ou exagero de alguns poucos insatisfeitos.
Promoção de transferência bonificada que não empolga ninguém
Um dos pontos que mais geraram frustração em 2025 foi a famosa transferência bonificada da Livelo para o LATAM Pass. Historicamente, esse tipo de promoção sempre fez parte do calendário do programa. Era algo esperado, quase previsível. Só que desde setembro, nada. Nem Black Friday, nem datas especiais, nem aquela ação de última hora.
Quando finalmente a promoção apareceu, veio o balde de água fria: apenas 25% de bônus.
Para quem acompanha o mercado de milhas, isso soa quase como piada. O padrão sempre girou em torno de 35%, com campanhas chegando facilmente a 40% em momentos mais agressivos. Outras empresas, como a própria CAIXA, já ofereceram bônus absurdos — em alguns casos, chegando a 165% para clientes específicos, como os do CAIXA Ícone Visa Infinite.
Aqui, não. Foram 25% secos, sem nenhum atrativo extra. Nem mesmo os assinantes do Clube LATAM Pass receberam bônus adicional, algo que antes era considerado o básico do básico.
Vale a pena transferir pontos assim?
Tecnicamente, dá pra dizer que ainda é possível gerar milhas usando estratégias mais avançadas, como a famosa “estratégia do carrinho”, chegando a um custo médio próximo de R$ 24,80 o milheiro. Mas sejamos honestos: a maioria das pessoas não quer fazer malabarismo.
Quem acumula pontos no cartão de crédito ou em promoções normais da Livelo espera apenas uma oportunidade justa para transferir. Quando até isso deixa de ser atrativo, o recado é simples e direto: o LATAM Pass está ficando para trás.
Participar de promoção ruim pode sair caro
Existe um ponto que pouca gente gosta de admitir, mas ele é real. Quando uma promoção ruim tem alta adesão, a mensagem que chega para a gestão é clara: funcionou.
Se milhares de pessoas transferem pontos mesmo com apenas 25% de bônus, por que oferecer mais no futuro? O gestor olha números, não sentimentos. Frustração não entra em planilha.
Ao aceitar condições piores do que as históricas, o próprio cliente ajuda a normalizar campanhas fracas. Às vezes, a melhor estratégia é simplesmente esperar. Nem toda promoção merece ser aproveitada, por mais difícil que seja resistir.
Redução do bônus no cartão LATAM Pass Itaú
Como se não bastasse, o LATAM Pass confirmou mais um corte relevante: o bônus adicional de 70% em milhas para assinantes do Clube, no uso dos cartões Itaú LATAM Pass, foi reduzido para 50% a partir de 1º de fevereiro.
Na prática, isso tira um dos poucos diferenciais reais do cartão. Para quem concentrava gastos ali justamente por causa desse bônus maior, a conta já não fecha tão bem. Com promoções piores, benefícios cortados e menos incentivos, fica difícil justificar o uso contínuo do cartão como principal estratégia.
Conclusão: um caminho perigoso para a LATAM
Se a ideia da LATAM Airlines e do LATAM Pass era afastar seus clientes mais engajados, o plano está sendo executado com perfeição. Cortes sucessivos, promoções desinteressantes e decisões que ignoram completamente o histórico do programa mostram uma estratégia preocupante.
Da minha parte, as decisões já foram tomadas:
- Cartão de crédito cancelado
- Clube LATAM Pass encerrado
- Emissões priorizadas em programas como Smiles e Azul Fidelidade
Fica a sensação de desperdício. Um programa que já foi referência hoje parece competir consigo mesmo para ver até onde consegue ir sem ouvir o cliente. Parabéns ao time. Agora é aguardar, quem sabe, o bicampeonato desse vexame no fim do ano.
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