Descrição: Entenda as novas regras de saque da Wise, o que mudou nas tarifas e como economizar usando a conta internacional Wise.
A Wise sempre foi vista como uma das principais opções de conta internacional para brasileiros que viajam ou fazem compras no exterior. Não é exagero dizer que muita gente começou a usar serviços financeiros globais por causa dela. A marca ganhou espaço no Brasil justamente por chegar cedo nesse mercado e oferecer algo que, na época, parecia inovador: conversão de moeda com taxas mais justas e menos burocracia.
Mesmo com o avanço dos pagamentos por aproximação e carteiras digitais, o dinheiro em espécie ainda tem seu lugar. Em algumas cidades menores da Europa ou até em bairros mais tradicionais da América Latina, pagar em dinheiro continua sendo comum. Por isso, entender as regras de saque da Wise faz diferença real no bolso.
Nos últimos dias, clientes receberam um comunicado informando que as regras de saque serão alteradas a partir de 1º de maio. E como toda mudança envolvendo tarifas, surgiram dúvidas — e até um certo receio.
Como funciona o saque da Wise hoje
Atualmente, as regras de saque da Wise seguem um modelo relativamente simples, mas que exige atenção:
- 2 saques gratuitos por mês
- Limite mensal de R$ 1.400
- Tarifa de R$ 6,50 por saque a partir do terceiro
- Taxa de 1,75% sobre o valor que ultrapassar R$ 1.400 no mês
Na prática, isso significa que você precisa controlar não apenas quantas vezes saca, mas também o total retirado no mês. Se ultrapassar o limite de R$ 1.400, paga a taxa percentual. E aí mora o detalhe que muita gente esquece.
Eu mesmo já quase fui pego por isso. Em uma viagem curta, fiz dois saques pequenos e depois precisei retirar um valor maior. Só depois percebi que havia passado do limite mensal. Não é um valor absurdo, mas é aquele tipo de cobrança que incomoda, sabe?
O que muda nas novas regras de saque da Wise
A partir de 1º de maio, as regras ficam assim:
- 1 saque gratuito por mês
- Sem limite de valor mensal
- Tarifa de R$ 20 por saque a partir do segundo
- Fim da taxa de 1,75% sobre valores excedentes
Ou seja, o modelo muda bastante. Agora, não existe mais aquele teto mensal que gerava a cobrança percentual. Por outro lado, o número de saques gratuitos cai de dois para apenas um.
A principio, pode parecer que ficou pior. Mas não é tão simples assim.
Wise mudou para melhor ou pior?
A resposta sincera é: depende do seu perfil de uso da conta internacional Wise.
Se você costuma sacar pequenos valores várias vezes ao longo do mês, talvez sinta mais o impacto da redução para apenas um saque gratuito. Já quem prefere resolver tudo de uma vez pode até sair ganhando.
Imagine que você esteja nos Estados Unidos e precise de dinheiro para alguns dias. Com a nova regra, poderá sacar, por exemplo, US$ 500 de uma vez, respeitando apenas o limite do caixa eletrônico local. Antes, se esse valor ultrapassasse o equivalente a R$ 1.400 no mês, haveria cobrança de 1,75% sobre o excedente.
Agora, mesmo que seja necessário um segundo saque e você pague R$ 20, pode ser que o custo final seja menor do que a antiga taxa percentual. É uma conta que precisa ser feita caso a caso.
Estratégia ideal para economizar nos saques da Wise
No novo cenário, a melhor estratégia parece ser:
- Concentrar o valor em um único saque mensal
- Retirar o maior valor possível permitido pelo terminal
- Planejar as despesas em espécie com antecedência
Essa organização evita surpresas. E, sinceramente, traz mais clareza. Antes era preciso quase fazer um calculo mental toda vez que ia ao caixa eletrônico. Agora, a regra ficou mais direta.
Vale a pena ter mais de uma conta internacional?
Um ponto que muita gente ignora é o chamado “mix de contas globais”. Ter duas ou até três opções pode ser uma forma inteligente de reduzir custos.
Por exemplo:
- Usar a Wise para câmbio e pagamentos
- Ter uma conta alternativa para saques extras
- Aproveitar benefícios específicos de cada fintech
Essa combinação pode ajudar a driblar tarifas. Inclusive, já falei em outro artigo sobre o uso da conta Nomad em viagens para a Europa (sugestão de link interno).
Diversificar não é exagero. É estrategia.
Por que a Wise fez essa mudança?
Empresas financeiras também precisam ajustar seus custos operacionais. Parte das tarifas cobradas em saques está ligada às redes de caixas eletrônicos internacionais. Essas redes cobram taxas de intermediação, e isso impacta diretamente o modelo de negócios.
Não é novidade que fintechs estejam revisando tarifas. Em 2024 e 2025 vimos várias empresas ajustando benefícios para equilibrar contas. A Wise não seria diferente.
Eu, particularmente, achei a mudança positiva. Ficou mais transparente. Não existe mais aquela taxa percentual meio escondida que aparece só depois que você ultrapassa o limite.
Poderiam ter mantido dois saques gratuitos? Poderiam. Mas talvez o custo não fechasse a conta.
Wise continua sendo uma boa opção?
Apesar das mudanças no saque da Wise, a plataforma ainda se destaca por:
- Conversão de moeda com taxa competitiva
- IOF transparente
- Cartão aceito em diversos países
- Conta multimoeda prática
Para quem viaja com planejamento e faz poucos saques, a Wise segue sendo uma excelente alternativa. Especialmente se comparada a bancos tradicionais, que muitas vezes cobram tarifas bem mais altas.
Se quiser conferir detalhes oficiais, vale consultar o site da própria Wise ou acompanhar comunicados enviados aos clientes (sugestão de link externo para o site oficial).
Conclusão: como se adaptar às novas regras da Wise
As novas regras de saque da Wise exigem um pouco mais de planejamento, mas também simplificam a cobrança. No fim das contas, tudo depende do seu perfil de uso.
Se você organiza seus gastos e consegue concentrar o saque em uma única operação mensal, provavelmente não sentirá impacto negativo. Agora, se costuma sacar várias vezes, talvez seja interessante avaliar alternativas.
E você, o que achou da mudança? Prefere o modelo antigo ou o novo formato mais direto?
Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este conteúdo com quem também usa a Wise. Informação bem explicada evita surpresas na fatura — e no caixa eletrônico também.